Hoje vou continuar falando um pouco sobre os pincéis, continuando....
Cabo: Eles são divididos em curtos, longos e extra longos, podem ser de madeira, bambu, acrílico, plástico e outros materiais.
Os curtos são indicados para a pintura próxima dos olhos, sobre a mesa ou nas mãos.
Os longos atendem as necessidades da longa e média distância da pintura, como por exemplo em tela sobre cavalete.
Os cabos extra-longos são indicados para obras maiores, murais, painéis e outros.
Os pincéis são lidos em centímetros ou polegadas. Os artísticos normalmente em centímetros e as trinchas em polegadas. O número 0 é o início da grade numérica, à esquerda diminuem o tamanho e a direita ampliam, ex.: 3/0 (ou 000), 2/0, 0 2, 4 ...Na linha de pincéis artísticos vão até o número 24.
Eles tem dois formatos básicos, o redondo e o chato.
Redondo: Têm pêlos longos, por isso retem mais tinta que os outros pincéis do mesmo tamanho. Variando a pressão você pode fazer linhas grossas ou finas, podendo assim fazer pequenos detalhes ou preencher grandes áreas. Os artistas da pintura barroca por exemplo têm o pincel redondo como sua principal ferramenta, são eles que são utilizados para fazer as famosas "vírgulas".
Os pincéis redondos podem ser :
. Curto (Spotter)
. Longo (Liner)
. Ponta chata (Showcard)
. Chanfrado (Striper) ou Pata de vaca (Deerfoot)
. Seco (Drybrush)
Chato: São menos compactos e por isso espalham melhor a tinta.
Os pincéis chatos podem ser:
. Longo (Stroke)
. Curto (Short Bright)
. Quadrado (Bright)
. Plano (Flat)
. Língua de gatos (Filbert)
. Chanfrado (Angular)
. Leque (Fan)
. Trincha (Paint brush)
. Trincha longa (Spalter)
. Pelenesa (Gilder's Tip)
. Rake ou Comb
Enfim, como podemos ver são inúmeros os tipos de pincéis e com eles podemos definir que tipo de trabalho iremos executar.
Na próxima semana darei dicas de como fazer a manutenção correta de seus pincéis.
E caso queiram uma explicação mais detalhada de como utilizar estes tipos de pincéis, dê uma passada lá no ateliê, pois lá você encontarará uma grande variedade deles.
Até lá.
Ateliê Simone Guimarães
Um cantinho agradável criado para as pessoas que amam artesanato, como eu. Cursos de pintura decorativa, pintura country, pintura em tela e patchwork. Ambiente aconchegante, com um pouco de tudo que você precisa para desenvolver sua arte. Venda de materiais para artesanato e presentes. Venha nos fazer uma visita!!!
Mostrando postagens com marcador utilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador utilidade. Mostrar todas as postagens
domingo, 14 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Conversando com Simone Guimarães
Composição do pincel
O pincel é formado anatomicamente pela Ponta ou Cabeleira, Virola e Cabo.
As CERDAS são os fios colhidos do porco ou javali, eles são identificados pela finalização da extremidade em duas ou mais pontas.
Determinamos a origem das cerdas, de animais que se protegem das variações climáticas, através de uma camada de gordura ou do próprio couro. São bastante resistentes e indicadas para diversos tipos de tinta, sua coloração branco natural, branco alvejado ou gris.Indicadas para pintura em tela, tecido, como também para aplicação de fundo em diversos materiais. Também são conseguidos efeitos especiais como: pinceladas demarcadas, estriamentos, texturas com massa, pátina, decapê e outros recursos.Os PÊLOS são fios colhidos de animais que utilizam o seu volume para a proteção das variações climáticas.Com várias colorações, são indicados para uso com diversos tipos de tintas. Dependendo do animal, possuem maior ou menor flexibilidade, como também espessuras variadas e diferenciação na porosidade.
Exemplos de alguns tipos de pêlos:Pônei: Pêlo suave, macio e de grande porosidade. Indicado para tintas aguadas e suavização de pinceladas.
Orelha de boi: Pêlo suave, flexível e resistente, de ótima precisão no traço.Indicados para diversos tipos de tintas.
Marta ou Zibelina: Pêlo suave, flexível e com ponta cônica prolongada, definindo os traços com maior precisão. Coloração em tons vermelhos é colhido da cauda do animal devido ao prolongamento dos fios. Indicado para diversos tipos de tintas, na ilustração da pintura e acabamento.
Esquilo: Pêlo suave, flexível e de grande porosidade, com ponta cônica prolongada, promovendo traços precisos e contínuos. De coloração variada, é colhido da cauda do animal atingindo os maiores registros de comprimentos de pêlos. Indicado para uso com tintas aguadas e suavização de pinceladas.
FILAMENTOS SINTÉTICOS: a tecnologia de hoje produz uma variedade de tipos e qualidades de fibras sintéticas. A palavra nylon é usada como um termo genérico para fibra sintética. Filamento sintético é um poliester, um tipo de nylon melhorado chamado TAKLON.
Estes fios podem ser tingidos e não tingidos (branco), e podem ser feitos numa variedades de espessuras.
O Taklon tingido é mais suave e segura um pouco mais de água no pincel. Pincéis sintéticos são recomendados para uso com tinta acrílica. Não possuem uma estrutura celular animal que pode reter tinta e outros líquidos, por isso fica fácil de limpar.
Acrílicos e pêlos naturais são opostos em PH. Eles podem estragar o pêlo natural num trabalho longo. Fio sintético é menos propenso a quebrar.
Pincéis naturais ou sintéticos estão disponíveis em uma ampla gama de qualidade, o sintético oferece uma escolha mais econômica. Mas não esqueçam, adquiram o melhor pincel que o seu bolso permita, seja ele natural ou sintético. O Pincel é a ferramenta que vai definir a qualidade do seu trabalho.
VIROLA: As virolas são cintas metálicas que unem a ponta ao cabo. Podem ser de alumínio polido,latão cromado ou niquelado, aço niquelado, plástico e outros materiais. No geral tem a forma cilidrica com a finalização cônica em uma das extremidades para a montagem da ponta e definição do número do pincel. É a estrutura central do pincel que define o formato ancorando a ponta ao cabo.
Semana que vem, falaremos sobre o CABO e os formatos dos pincéis.
Até lá.
Simone Guimarães
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Conversando com Simone Guimarães
Olá!
A partir de hoje, e uma vez por semana, postarei aqui no blog do Ateliê, dicas, informações e curiosidades do nosso mundo do artesanato.
Nesta primeira postagem, gostaria de passar para vocês um pouco do meu conhecimento sobre pincéis; surgimento, fabricação e manuseio.
Então, vamos lá?
Sobre as pinceladas
Vamos começar falando sobre esta ferramenta que tanto usamos ara desenvolver nossa arte, os pincéis.
Dominar a técnica destes instrumentos é fundamental, facilita e aprimora a nossa pintura.
Pode parecer simples, alguns pêlos presos por uma virola e um cabo, mas não é tão simples assim, eles tem uma história.
As primeiras pinturas foram registradas há muito tempo atrás, o homem primitivo supria a sua necessidade de se manifestar com um pedaço de carvão, envolvido em gordura animal, e assim registra-se sua primeira pintura, chamada na era paleolítica de “pintura rupreste” ou arte parietal. E desde então o homem vem explorando a pintura, com os dedos, com penas, gravetos com pêlos nas pontas e assim retratava o que se via e sonhava.
Já no século XV na Europa, surgiu a pintura do afresco e falso afresco, em que se utilizavam um pincel redondo e curto, do tamanho da palma da mão do artista, chamado de “pituá”, usado para suavizar a textura dos coloridos, parecido com os pincéis secos macios ou ... que usamos hoje em dia.
Com o impressionismo a pintura adquire velocidade. E com isso os artistas desenvolvem com intimidade suas ferramentas de trabalho, ou seja, os pincéis, as cores e as tintas. Foi neste momento que os artistas passaram a construir seus próprios instrumentos, conforme idealizavam diferentes pinceladas.
No século XX evoluímos para os filamentos sintéticos e exploração de novos formatos nas pontas dos pincéis, bem como acessórios artísticos complementares ao trabalho de pintura.
Na atualidade os pincéis tem variadas formas e especificações técnicas ampliando assim os recursos na pintura. Eles podem ser fabricados com pêlos, cerdas ou filamentos sintéticos, definindo assim o uso do tipo de tinta e a superfície a ser pintada.
Semana que vem falaremos sobre a composição dos pincéis!
Até lá!
Simone Guimarães
REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAR (3 Rs muito importantes!)
“REDUZIR significa consumir ou comprar menos. Reduzindo-se o consumo, diminui-se a quantidade de lixo. Por exemplo, a substituição de pratos e copos de plástico descartável por outros de vidro é um exemplo de redução de consumo, pois, sendo de material durável, esses objetos são descartados apenas quando quebram. Por isso, a substituição contribui para a redução na produção de lixo. Consumir menos também significa evitar desperdícios e comprar apenas o necessário.
REUTILIZAR é dar mais de um tipo de uso a certos objetos ou usá-los mais de uma vez. Por exemplo, as garrafas de vidro devolvidas aos pontos de revenda são encaminhadas às fábricas, que promovem a limpeza para a reutilização como embalagens de bebidas. Doação de roupas e de brinquedos em condições de uso é outro tipo de reutilização de materiais.
RECICLAR é reaproveitar os materiais que podem ser devolvidos às fábricas para novo tratamento. Mas a reciclagem tem certo custo econômico, pois envolve, por exemplo, consumo de energia e pode trazer problemas ambientais. É o caso do alumínio, um material reciclável: latas de alumínio exigem banhos com ácidos, que podem poluir o ambiente. Por isso, a reciclagem deve ser encarada como um recurso quando não for possível a redução e a reutilização de produtos.”
(BARROS, Carlos e PAULINO, Wilson Roberto. “Ciências: o meio ambiente”. 73ª edição. São Paulo: Editora Ática, 2007, p. 229-230).
REUTILIZAR é dar mais de um tipo de uso a certos objetos ou usá-los mais de uma vez. Por exemplo, as garrafas de vidro devolvidas aos pontos de revenda são encaminhadas às fábricas, que promovem a limpeza para a reutilização como embalagens de bebidas. Doação de roupas e de brinquedos em condições de uso é outro tipo de reutilização de materiais.
RECICLAR é reaproveitar os materiais que podem ser devolvidos às fábricas para novo tratamento. Mas a reciclagem tem certo custo econômico, pois envolve, por exemplo, consumo de energia e pode trazer problemas ambientais. É o caso do alumínio, um material reciclável: latas de alumínio exigem banhos com ácidos, que podem poluir o ambiente. Por isso, a reciclagem deve ser encarada como um recurso quando não for possível a redução e a reutilização de produtos.”
(BARROS, Carlos e PAULINO, Wilson Roberto. “Ciências: o meio ambiente”. 73ª edição. São Paulo: Editora Ática, 2007, p. 229-230).
Assinar:
Postagens (Atom)